Demência – Sorte ou Genética?

A demência é uma doença que afeta principalmente a habilidade de lembrar das coisas, principalmente memórias recentes. Esquecer de coisas que se acabou de fazer há minutos ou dias é algo que assusta e preocupa quase todos. A demência é uma categoria que inclui várias doenças, a que mais conhecemos é a doença de Alzheimer. Apesar da preocupação das pessoas ser justificada, o tratamento começa apenas quando o diagnóstico é confirmado e a prevenção é feita apenas conselhos que são muitas vezes, inclusive, questionáveis.

O principal conselho é se manter ativo, estudando, lendo, mas existem pesquisas mostrando que é nesse tipo de pessoa, muito ativa intelectualmente que as demências mais incidem. Há quem diga que ler estimula o cérebro, eu concordo, porém o que talvez explique alguns desses estudos é o hábito de vida de quem é muito produtivo no sentido intelectual, sem dúvida estimulantes como cafeína e remédios muitas vezes utilizados para esse fim são neurotóxicos ao extremo.

Bom, quanto ao desenvolvimento dessas demências, muito depende de alterações metabólicas. Uma situação muito importante é capacidade de eliminar substâncias tóxicas ao cérebro, como o ácido araquidônico, que faz parte da formação das células cerebrais, mas que pode ser extremamente tóxico quando há liberação dela no meio cerebral.

Quando a dúvida é se a demência é uma questão de sorte ou genética, a resposta é: nenhuma delas. Na verdade, é uma somatória de hábitos de vida com alterações metabólicas que, claro, tem relação com a genética, mas que pode ser manuseada. A demência é uma doença de progressão muito lenta, que leva décadas para dar os primeiros sintomas e, quando eles aparecem o tratamento já não consegue mais curar, apesar de que com novos conhecimentos podemos melhorar muito a qualidade de vida do paciente.

Ter demência é, na verdade, uma opção! Mas, em sempre fazemos conscientes. As principais causas são o estimulo de substâncias neurotóxicas, como o ácido araquidônico, citocinas, tnf e outras. A maneira de estimular o Alzheimer é relativamente simples, tudo que faz neuroestimulação extrema: café, açúcar, bebidas energéticas, álcool e carboidratos e o estresse. Claro que fatores genéticos/metabólicos vão definir a velocidade e a gravidade de instalação da doença.

Não quer ter Alzheimer/Demência? Primeiro mude de hábitos, tendo momentos de relaxamento e prazer, não trabalhe demais, retire os alimentos tóxicos citados da sua vida. Se existirem fatores genéticos/familiares envolvidos procure um médico que possa fazer o diagnóstico metabólico adequado para entrar com vitaminas e nutrientes adequados para evitar a progressão envolvida com o lado genético.

Dr. Alexandre Duarte

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